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                Porque é tão difícil essa escolha?

Muitas vezes me pergunto, o por que a escolha do parceiro sentimental é tão difícil? Por que muitas pessoas estão nos consultórios psicológicos praticamente em sua maioria, com as mesmas queixas? E isso não difere homens, mulheres ou homossexuais.

A escolha do parceiro sentimental não é tão livre assim como pensamos. Em cada época essa escolha é determinada por algumas normas explicitas ou sutis.

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Nossas ideias sobre essa escolha, sofrem fortes influências do meio social em que vivemos, hoje temos a falta de um padrão claro, sendo assim, o sofrimento sentimental é quase que universal.

Vejo as pessoas a cada momento buscando um padrão diferente, um padrão que mais “combine” com ela, seja de beleza ou status e nem sempre essa busca por combinações é a perfeita e quando isso não sai da forma que a pessoa idealizou para ela, vem o sofrimento.

Hoje temos a péssima mania de idealizar as pessoas, de criar expectativas que são nossas e projetar totalmente no outro, e o pior, tendo a certeza de que o outro “tem que” cumprir as expectativas que não são delas.

No seu geral, estamos querendo que o outro nos sirva o tempo todo, nos colocamos na condição de “sua majestade o bebe”, queremos realmente alguém que tome conta de nós a maior parte do tempo, não é só alguém que pague as nossas contas, nos leve ao cinema, nos leve para jantar , é alguém que nos dê proteção emocional o tempo todo, que amenize o choque entre o mundo e nós.

Relacionamento precisa ser uma via de mão dupla.  Pessoas estão ficando angustiadas com essa busca e estão se submetendo a coisas absurdas para ter um relacionamento por medo de ficarem sozinhas.

Estamos vivendo em uma época de pertencimento, queremos pertencer a alguém, queremos que alguém nos pertença, mas será que esse é o melhor caminho?

Precisamos desenvolver em nós a capacidade de ficarmos sozinhos, de nos conhecer realmente em nossa totalidade, de saber o que realmente queremos e o que não queremos para a nossa vida. Quando temos esse sentimento de pertencer a alguém, eu deixo de pertencer a mim mesmo, de saber o que realmente importa e o que é bom para mim.

Sinto que hoje as coisas em relação a vida sentimental, a escolha de um parceiro está um pouco bagunçada, as pessoas se submetendo a fazer coisas que as machuquem (um exemplo disso são os relacionamentos tóxicos que já foi matéria aqui no Portal) apenas para não ficarem sozinhas. Você pode barrar alguém toxico na sua vida sim! Ficar sozinho não é o fim do mundo, pelo contrário é um tempo de ressignificação de você mesmo.

Procure um psicólogo, faça terapia, cuide do seu emocional, você não depende emocionalmente de ninguém para ser feliz.

“Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz”. (Osho)

 

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Me chamo Patrícia Soares, psicóloga clínica e organizacional, com especialização em Saúde Mental e costumo dizer que a psicologia está no meu sangue. Apaixonada pela minha profissão, atuei em recursos humanos por quase 10 anos e a 4 anos me dedico inteiramente à psicologia clínica. Gosto de cinema, ler, estudar, viajar e também gosto de ficar em casa sem nada para fazer... Meu maior bem é a minha família, o meu filho, mãe, irmãs e sobrinho, eles certamente são o meu porto seguro. Amo chocolate e cozinhar para mim é relaxante, me realizo cozinhando. Amo pessoas em todas as suas essências, é intrigante como o ser humano é em todas as suas capacidades sejam boas ou ruins. Não acredito no acaso, acredito que tudo acontece quando tem que acontecer, por isso estou aqui. A minha frase preferida é “Nunca foi sorte, sempre foi Deus”.

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